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sexta-feira, 18 de setembro de 2026

4:56 PM

O mais recente jogo com músicas do Fall Out Boy incluidas nele!


Enquanto aguardamos o lançamento de StageTour o novo game de musica que terá musica do Fall Out Boy,mostramos a vocês o mais recente game com músicas do Fall Out Boy incluidas nele!

O Guitar Hero Live foi um jogo eletrônico de ritmo lançado pela Activision em outubro de 2015. Desenvolvido pela FreeStyleGames, ele funcionou como um reboot completo da famosa franquia de instrumentos de plástico. 
O game trouxe duas mudanças radicais no formato clássico:
  1. Nova Guitarra: Abandonou os tradicionais 5 botões coloridos alinhados. Em vez disso, introduziu um controle com 6 botões divididos em duas fileiras de três (pretos e brancos), imitando de forma mais realista a troca de cordas e acordes.
  2. Visual em Primeira Pessoa (Live): No modo principal, os gráficos em 3D dos jogos antigos foram substituídos por vídeos reais em primeira pessoa gravados em festivais de verdade. Se você tocasse bem, o público e os membros da sua banda sorriam e pulavam; se você errasse as notas, a tela ficava borrada, o público vaiava e os músicos te olhavam com cara de poucos amigos em tempo real. 
🎸 O Fall Out Boy no Game
A banda teve uma participação muito marcante em Guitar Hero Live, inclusive com o baixista Pete Wentz participando ativamente dos eventos de revelação oficial do jogo ao lado de Gerard Way (do My Chemical Romance).
O grande destaque do Fall Out Boy no disco principal do jogo é o hit:
  • "My Songs Know What You Did in the Dark (Light Em Up)" 



No modo de campanha (GH Live), essa faixa é tocada no palco fictício "Rock The Block: Roadblock". Por se tratar de uma música com uma pegada de guitarra bem rítmica, cheia de palhetadas rápidas e pausas marcadas, ela se tornou uma das favoritas dos jogadores para testar o novo layout de botões duplos da guitarra.
Além de "Light Em Up", a banda também teve a música "Sugar, We're Goin Down" disponível no catálogo do jogo, e posteriormente recebeu um pacote especial com as performances ao vivo de "Centuries", "Irresistible" e "Uma Thurman" transmitidas na plataforma online do game (GHTV).Veja abaixo entrevista do Pete sobre o jogo:



Fonte:Wikipédia

quinta-feira, 10 de setembro de 2026

10:11 PM

Prêmios e indicações que o Fall Out Boy recebeu durante sua carreira!


 O Fall Out Boy acumulou um histórico notável de indicações e vitórias nas maiores premiações da música global ao longo de suas duas décadas de carreira. Embora a banda tenha sido indicada aos prêmios mais prestigiados da indústria, o grupo frequentemente bateu na trave nas categorias principais de maior prestígio, mas garantiu vitórias importantes em premiações focadas em videoclipes e no voto do público.

Abaixo está o balanço das principais nomeações e vitórias do Fall Out Boy:
🏆 Grammy Awards
O Grammy é a maior premiação da música mundial. O Fall Out Boy recebeu 2 indicações ao longo da carreira, mas não venceu nenhuma.
  • 🥈 2006: Indicado a Melhor Artista Revelação (Best New Artist) após o estouro do álbum From Under the Cork Tree.
  • 🥈 2019: Indicado a Melhor Álbum de Rock pelo disco M A N I A.
📺 MTV Video Music Awards (VMA)
O VMA é uma das premiações mais emblemáticas para a banda, onde eles tiveram grande destaque visual na era de ouro dos videoclipes.
  • 🥇 2005 (Venceu): Prêmio MTV2 pelo clipe de "Sugar, We're Goin Down".
  • 🥇 2006 (Venceu): Escolha do Público (Viewer's Choice) pelo icônico clipe de "Dance, Dance".
  • 🥈 Indicações de destaque: O grupo acumulou diversas outras nomeações ao longo dos anos, incluindo Vídeo do Ano por "Dance, Dance" (2006) e concorrências na categoria de Melhor Clipe de Rock/Alternativo com as faixas "Champion" (2018), "Bishops Knife Trick" (2019), "Dear Future Self" (2020) e "Hold Me Like a Grudge" (2023).




No MTV Europe Music Awards (EMA), o Fall Out Boy acumula indicações importantes ao longo da carreira, mas ainda não conquistou nenhuma vitória na premiação europeia.
Abaixo estão as principais categorias nas quais a banda foi indicada:
🎯 Indicações Recebidas
  • Melhor Grupo (Best Group): Indicados em 2007 (ano em que o Linkin Park levou o prêmio).
  • Melhor Artista Alternativo (Best Alternative): A banda recebeu três indicações nessa categoria, nos anos de 2015, 2018 e 2023.
  • Interprete de Destaque: Em 2007, no auge do álbum Infinity on High, eles também figuraram entre os grandes destaques americanos indicados à premiação global.

Fontes:Grammy , RollingStone ,IMDB




quarta-feira, 2 de setembro de 2026

3:55 PM

Headfirst Slide Into Cooperstown On A Bad Bet ocupa um lugar sagrado no coração dos fãs do Fall Out Boy!


 Headfirst Slide Into Cooperstown On A Bad Bet (do álbum Folié à Deux, de 2008) ocupa um lugar sagrado no fandom de Fall Out Boy por reunir o ápice técnico e criativo da banda em uma só faixa.

Performance Vocal De Patrick Stump: A transição do registro grave sedutor para agudos potentes e cheios de soul exibe o alcance vocal de Patrick em seu nível máximo. O alcance e a entrega emocional na ponte são constantemente citados como um dos melhores trabalhos vocais de toda a discografia.

A Escrita Cínica De Pete Wentz: A letra aborda infidelidade, decadência e obsessão de forma crua, sarcástica e altamente teatral. Linhas como "I will never ask yourself to go / Just a scan of your bedroom floor" entregam exatamente a dramaticidade poética e melancólica que marcou a identidade do FOB.

Complexidade E Arranjos Musical: A música foge da estrutura pop punk tradicional, incorporando linhas de baixo marcantes, elementos de r&b/soul, mudanças de ritmo dramáticas e uma produção rica em camadas instrumentais.

Status De "Incompreendida" Que Virou Cult: Na época do lançamento, o Folie à Deux foi injustamente criticado e mal recebido por parte do público, levando a banda ao hiato pouco depois. Headfirst Slide tornou-se o grande símbolo desse álbum incompreendido, sendo resgatada anos mais tarde pelos fãs como uma obra-prima injustiçada.

Raridade E Retorno Aos Shows: Por anos a música raramente entrou nas setlists, o que alimentou o desejo do público. Seu retorno às turnês recentes da era So Much (for) Stardust gerou momentos de enorme catarse coletiva e aclamação nas redes sociais.

Essa música tem uma história rica e cheia de camadas, tanto na composição quanto no clipe hilário que a acompanhou.




O Conceito do Título e a História

O título é uma metáfora esportiva. Cooperstown é a cidade onde fica o Hall da Fama do Beisebol nos EUA. A música faz referência a Pete Rose, lendário jogador famoso por se jogar de cabeça nas bases ("headfirst slide"), mas que foi banido do esporte por apostar em jogos e perdeu sua vaga no Hall da Fama. A banda pretendia usar o nome do jogador no título, mas evitou por medo de um processo legal. Na letra, Pete Wentz usa essa história de aposta errada para criar uma metáfora sobre arrogância, adultério e auto-sabotagem.  

A Construção Musical

Patrick Stump revelou que usou a música para expressar a ideia de que "arrogância é quase sempre uma máscara para uma insegurança terrível". Ela começa pesada, com uma linha de bateria marcante, guitarras arrastadas e vocais confiantes, quase carnais. De repente, a música quebra para um piano melancólico e teatral onde o vocal vulnerável de Patrick reflete a dúvida e o remorso por trás da fachada de superioridade. 

 O Clipe Curioso ("A Weekend at Pete Rose's")Lançado em 2009 com direção de Shane Valdez, o clipe oficial não conta com todos os integrantes do Fall Out Boy como protagonistas, mas sim com Pete,Brendon Urie e Spencer Smith (da banda parceira Panic! at the Disco).  

A Trama: É uma paródia do filme clássico dos anos 80 Um Morto Muito Louco (Weekend at Bernie's). Brendon e Spencer estão se exercitando na praia quando encontram o corpo "sem vida" de Pete Wentz na beira do mar.  

O Caos: Em vez de chamar a polícia, eles amarram os cadarços de Pete aos seus e o carregam pela cidade e por um parque de diversões, fingindo que ele está vivo acenando com os braços dele.

O Desfecho: No final, eles abandonam o corpo no chão, roubam o casaco, o chapéu, o celular e o dinheiro de Pete Wentz e saem andando, num encerramento cômico e absurdo que virou um clássico entre os fãs do selo Decaydance.  

quarta-feira, 26 de agosto de 2026

7:24 PM

Novo jogo estilo Guitar Hero,Stage Tour anuncia lançamento e música do Fall Out Boy no jogo!

 



A RedOctane Games, estúdio formado por veteranos de Guitar Hero, revelou a data de lançamento de Stage Tour. O novo jogo de ritmo inspirado no universo do rock chega em 10 de dezembro ao PS5, Xbox Series X|S, PC (via Steam e Epic Games Store) e Nintendo Switch 2.Veja vídeo do trailer ! 




Stage Tour contará com mais de 90 músicas licenciadas e reunirá nomes de peso do rock e do metal, como Red Hot Chili Peppers, Metallica, Slipknot, The Rolling Stones e o FALL OUT BOY!Hoje eles anunciaram as músicas de cada artista presente no jogo! Teremos "HeartBreak Fells So Good" do Fall Out Boy!




quarta-feira, 19 de agosto de 2026

7:06 PM

SABIA DESSA?Patrick Stump, gravou uma versão em idioma navajo da música Beyond the Sea para o filme Procurando Nemo!


 O vocalista do Fall Out Boy, Patrick Stump, gravou uma versão em idioma navajo da música "Beyond the Sea" para os créditos finais do lançamento em DVD e cinema de 2016 de ''Procurando Nemo'' (conhecido em navajo como Nemo Há'déést'į́į́'). O projeto foi uma iniciativa da Disney e do Museu da Nação Navajo para ajudar a preservar a língua nativa.Para ouvir a versão completa da música cantada por Patrick Stump é durante os créditos finais do filme.O video agora está no nosso canal,ouça abaixo:








quarta-feira, 12 de agosto de 2026

11:46 AM

Michael Day se junta ao amigo Patrick Stump para sessão acústica impressionante!


  Michael Day é um guitarrista profissional e músico que ficou mais conhecido por sua colaboração com Patrick Stump, vocalista e guitarrista da banda Fall Out Boy. A relação entre ambos é de parceria musical e amizade, datando da carreira solo de Stump.

A colaboração entre os dois começou em 2011, quando Patrick Stump lançou seu primeiro álbum solo, "Soul Punk"  Michael Day foi o guitarrista da banda de apoio montada por Stump para a turnê do disco.


Reunião e Projetos Atuais


A relação musical deles se manteve firme. Recentemente, a dupla voltou a se reunir para uma sessão de estúdio acústica no Instagram: Michael Day, onde Stump tocou músicas da época de Soul Punk acompanhado por Michael Day na guitarra,veja os video já divulgados:











Siga o canal : Michael Day Musician






quinta-feira, 6 de agosto de 2026

4:06 PM

A importância de Pete Wentz na banda Panic!at The Disco !!


  Pra voce que não sabe Pete tem uma importancia na banda Panic!at the Disco,saiba um pouco dessa historia..           

   Tudo começou quando Ryan Ross pediu uma guitarra aos pais de presente, enquanto Spencer Smith pedia ao seus pais uma bateria "Na verdade, naqueles primeiros anos, tudo o que fizemos foram covers do Blink-182", lembra Spencer. Cansados de fazer covers, a banda recrutou os colegas Brent Wilson e Brendon Urie para o baixo e guitarra. Houve mudanças quando aconteceu uma apresentação da banda na escola, a qual Brendon participava. Brendon cantou, e os outros integrantes ouviram sua voz e a acharam brilhante. Convocaram-no então, para ser o vocalista.

Com a última arrumação feita, a recém-nascida Panic! At The Disco começou a praticar na sala de estar da avó de Spencer e a compor as músicas que iriam eventualmente colocá-los no caminho para o álbum "A Fever You Can’t Sweat Out".

Eles colocaram suas músicas no site MySpace, e não foi muito depois que a banda despertou o interesse de Pete Wentz, baixista da banda Fall Out Boy, que apresentou a banda a Decaydance/Fueled by Ramen, um selo com espaço para novos talentos. "Nós nos achamos com a Decaydance e eles entenderam o que nós queríamos fazer como banda", explica Ryan. "Eles nos deram muita liberdade para fazer o que nos fazia feliz com a nossa música".


  Desde então a banda deslanchou com sucessos e uma grande amizade com o FOB,incluindo participaçoes em varios clipes da banda.Resumindo,Pete Wentz foi o descobridor e padrinho da banda. Ele contratou o grupo para a sua própria gravadora (Decaydance Records) e financiou o álbum de estreia deles,ele não criou ou ajudou a formar o Panic!at The Disco.


Assista ''Headfirst Slide Into Coopestown On A Bad Bet'' do Fall Out Boy, inteiramente estrelado por Brendon Urie, Spencer Smith e Pete Wentz(dormindo)!






LEIA TAMBÉM:Juntos novamente:Brendon Urie e Pete Wentz posam na capa da Rock Sound!


quarta-feira, 29 de julho de 2026

5:52 PM

RELEMBRANDO:O acidente que virou capa de From Under The Cork Tree


 O famoso "acidente" do Fall Out Boy refere-se ao capotamento da van da banda em 2005. A van e o trailer deslizaram na neve em Lamar, Pensilvânia, enquanto viajavam para Nova York para gravar o clipe de "Grand Theft Autumn / Where Is Your Boy" do primeiro disco de estudio da banda. Todos saíram ilesos.O incidente é marcante pois a banda decidiu imortalizá-lo na capa de seu álbum de maior sucesso, From Under the Cork Tree (2005).Antes no EP ''My Heart Will Always Be the B-Side to My Tongue'' que tinha junto um DVD com a historia da banda,a banda menciona o acidente,e fala sobre ele.


 

Na arte oficial, uma van presa na neve é observada por uma plateia de homens engravatados.O acidente se transformou em uma referência recorrente na história do Fall Out Boy. A banda chegou a usar uma foto real do veículo capotado como capa na versão Black Clouds and Underdogs do mesmo disco.











quarta-feira, 8 de julho de 2026

4:30 PM

O que é emo? Conheça características, origens e bandas


 O que é emo? Conheça características, origens e bandas

Estilo musical notório por trazer letras confessionais ao hardcore teve auge de sua popularidade durante década de 2000 e passou por revival recente no mainstream

Apesar das piadas feitas por fãs de música mais pesada, poucas vertentes do punk tiveram tanta influência sobre o rock do século 21 quanto o emo. Alguns dos maiores artistas dos últimos 25 anos são expoentes da cena ou foram profundamente influenciados.

Isso sem falar no impacto no Brasil. Bandas emo atingiram um nível de sucesso no país a ponto de mudarem todo o paradigma do rock por aqui.

Mas o que faz a música ser emo?



Características do emo



Letras confessionais com foco em aspectos emocionais, seja relacionamentos partidos, trauma ou a condição humana;

Influência de punk, pop punk, hardcore ou post-hardcore, com uma ênfase maior em melodia;

Vocais expressivos e carregados;

Guitarras que podem mesclar acordes pesados e distorcidos com dedilhados mais suaves;

Alternância entre momentos mais calmos e fortes (loud-and-soft);

Performances intensas, seja no estúdio ou ao vivo;

Bases de fãs com perfil fanático.





Origens do emo

O emo nasceu na região de Washington D.C., Estados Unidos, por volta de 1985. Ao menos esse é o consenso entre especialistas. O termo tem suas origens num nome mais longo, emocore (emotional hardcore), em si um apelido maldoso dado por integrantes da cena local a um tipo particular de hardcore.

Em entrevista ao livro Nothing Feels Good: Punk Rock, Teenagers and Emo, de Andy Greenwald, o dono do selo Jade Tree Records, Darren Walters, explicou o diferencial do emocore. Segundo ele, era uma questão de foco e abordagem musical:

“Originalmente era um gênero de punk hardcore que era menos focado em política e música pesada e mais em questões pessoais e melodia. Procurava falar de assuntos emocionais sendo ignorados na cena punk extremamente política da era Reagan.”

Os dois grupos inicialmente taxados de emocore eram o Rites of Spring, liderado por Guy Picciotto, e o Embrace, liderado por Ian Mackaye. Os dois vocalistas depois iriam formar o Fugazi, banda pioneira do post-hardcore que não era emo. Não precisavam ser, porque o gênero já havia sido disseminado por todo o país.

Entretanto, o nome emo continuou sendo pejorativo na cena punk, usado para tirar sarro de qualquer grupo que ousasse falar de sentimentos. Talvez isso também fosse inveja, porque artistas vítimas dessa alcunha nos anos 1980 e 1990 eram aqueles com fãs mais ardorosos.

No livro Nothing Feels Good: Punk Rock, Teenagers and Emo, Greenwald argumenta que emo não se trata de um gênero musical. Bandas associadas ao termo têm laços musicais mais fortes com punk, pop punk, hardcore e post-hardcore. Segundo o autor, o traço comum é a relação entre o fã e o artista:

“É o desejo de transformar um monólogo em diálogo, de fazer parte da arte que te afeta e se conectar a ela em todo nível possível – sentimentos particularmente relevantes numa cultura cada vez mais corporativa, suburbana e difusa quanto a nossa. Emo é um tipo específico de desejo adolescente, uma necessidade romântica e egocêntrica de compreender a vastidão do mundo relacionada a você. Tira suas deixas do tapa na cara do mundo que foi o punk comunitário, a pompa emocionada das power ballads e a nostalgia inocente do pop de guitarra. Emo é tão específico quanto adolescência e dura tanto quanto.”

Isso ficou ainda mais intenso quando houve a explosão de bandas nos anos 2000 que eram identificadas como emo. Fall Out Boy, Panic! at the Disco, Paramore, My Chemical Romance popularizaram além da música um estilo visual influenciado por gótico e new wave adotado pela cultura em geral. Inevitavelmente, veio mais uma vez a reação negativa.


No Brasil

Emo chegou em terras brasileiras no começo dos anos 2000. Uma das primeiras bandas nacionais a ser descrita como tal foi o Dance of Days. Liderado por Nenê Altro, o grupo ganhou fama no underground junto a uma geração de adolescentes ao mesmo tempo que foi sujeita a diversos insultos de cunho homofóbico, dada a natureza emocional das letras e o histrionismo das performances de Altro.


O desconforto da cena hardcore ficou ainda maior quando uma geração de artistas como Pitty, CPM 22 e Hateen começou a obter sucesso. Por fazerem uma música melódica com letras tratando de questões pessoais, esses grupos passaram a ser taxados de emo — mesmo não trazendo tantos elementos do estilo.

Isso porque uma das bandas mais populares do Brasil na década de 2000 era o NX Zero, que de fato se enquadrava ao emo ao mesmo tempo em que se enquadrava em outras ramificações mais pop. Isso sem falar da Fresno, grupo gaúcho mais identificado com o gênero e alavancado ao sucesso através de redes sociais como Trama Virtual e MySpace.

A indústria, então, tentou capitalizar em cima da estética e criou os grupos de emo colorido como Restart e Cine. Aí a imagem do gênero ficou queimada e perdeu sua popularidade na época. No entanto, um revival do estilo como um todo tem ocorrido ao longo da década, levando artistas e bandas do segmento para palcos tão grandes quanto — ou até maiores que — os ocupados no auge.

Grupos que podem ser chamados de emo

Rites of Spring e Embrace

Os precursores de tudo. Ambos os grupos foram formados em Washington D.C. nos anos 1980 e começaram a brincar com as estruturas rígidas do hardcore, experimentando com melodia e tempos tortos. Acima de tudo, letras de cunho pessoal.

Jawbreaker

Banda da cena pop punk de San Francisco que ficou famosa por suas letras extremamente pessoais, cortesia do vocalista e guitarrista Blake Schwarzenbach. Além disso, o grupo foi taxado de “vendido” por assinar com gravadora grande, mas influenciou gerações por vir graças ao trabalho lançado em major.

American Football

Expoente daquilo posteriormente conhecido como midwest emo. A música é marcada por melodias pouco convencionais, uso de riffs dedilhados e mais influência de indie ou math rock.

Fall Out Boy

Formado em Iowa no começo dos anos 2000, a banda se tornou o maior artista de rock nos Estados Unido durante a década. Misturam post-hardcore, pop punk, R&B e até mesmo elementos de hair metal. O nome do jogo para o grupo é excesso.

Panic! at the Disco

A banda de Las Vegas ganhou sua chance quando o guitarrista Ryan Ross enviou uma demo para o baixista do Fall Out Boy, Pete Wentz, que gostou tanto a ponto de trazer o grupo para seu selo, Decaydance. Tentaram uma guinada sessentista no seu segundo álbum de estúdio, Pretty. Odd. (2008), mas a saída de Ross sinalizou um retorno ao emo e pop rock.

My Chemical Romance

A mais dramática das bandas emo de sucesso dos anos 2000, a mais visualmente marcante e a mais ambiciosa. Quatro álbuns de estúdio, com dois deles sendo conceituais. Retornaram em 2019 para turnês, mas nada de disco desde então.

Paramore

Mais pop punk, mas vale listar porque a vocalista Hayley Williams se tornou um símbolo da moda emo na década. Conforme o desenrolar da carreira, a banda mudou sua sonoridade para algo mais pop rock com traços de indie ao longo da carreira.

NX Zero

Uma das bandas brasileiras mais populares do anos 2000. Seguia o modelo visual e musical do emo característico, ainda que tenham mostrado apelo pop desde o início e agregado mais elementos dessa ramificação em sua sonoridade. Encerrou atividades em 2017, retornando de forma pontual para turnês.

Fresno

Grupo gaúcho que expandiu sua fama além do underground graças a redes sociais como MySpace e Trama Virtual. Com o passar dos anos, absorveram influências mais amplas do rock alternativo, mas nunca se distanciaram do emo.

Outros nomes nacionais: Dance of Days, Rancore, Emoponto, Granada, Gloria (mais orientado ao metalcore), Sugar Kane, Hevo84, Hori, Fake Number, entre outros.



Pedro Hollanda (@phollanda21)

Fonte:RollingStone